Executivos vivem secados de números. Meu pai sempre quis que eu fosse um. Bem... Não acho que os números dizem tanto, mas reconheço sua importância. No mostrador de um relógio. No calendário anual. Nas planilhas eletrônicas... Embutido numa nota de um real, informando um valor, sinalizando uma data, avisando-nos da hora... Enfim, eles estão por toda parte.
Nos livros, os números aparecem logo no início da página. Lá no índice, onde as paginas são numeradas. E mesmo em pequena proporção, eles ocupam uma grande responsabilidade funcional, a de ordenar.
Meu pai sempre gostou dos números, para ele os números são a soma de todas as propriedades. Obs.: meu pai demonstra tendências patológicas (risos).
Meu professor de matemática diz que devo pensar economicamente. O que é um insulto, pois estou sempre pensando economicamente. Sempre que entro em um centro comercial penso duas vezes se devo gastar. Conclusão: não gasto, pois penso nas crianças da Margeia.
-É claro que não foi esse ‘o sentido’ que o professor quis expressar. Mas prefiro pensar assim, não necessito de grana e luxo para passar a vida.
Lembram dos 7 pecados capitais? A gula e a luxuria. Minha avó sempre dizia “Eduardo, não seja soberbo”. Acho que ela se referia a maneira como todos agem/agia, inclusive meu pai: Como se seus bens, seus modos de existências pessoais fosse maiores que a própria vida. O que minha avó clamou, foi um grito de alguém experiente. De desespero e misericórdia, a uma sociedade, onde os princípios estariam com os dias contatos.
Meu pai sempre gostou dos números. O fato para isso. Deve-se, talvez. A maneira como foi educado.
Na década de 60, pelo que li da história, as pessoas eram voltadas ao modernismo. O poder de Juscelino Kubitschek sucedido por Jânio Quadro, fez com que o Brasil pensasse de maneira americanizada. Cujo, as tendências norte-americana e o pragmatismo fossem maior que a arte, a cultura e outras idéias idealista de grande nome. Daí veio o tão pensamento “mecânico” e o termo “pensar matematicamente”